A Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) participou do I Fórum Águas do Paraopeba, realizado nos dias 15 e 16 de abril, no Instituto Inhotim, em Brumadinho, levando para o debate a segurança de estruturas minerárias e a proteção dos recursos hídricos na bacia.
Durante o encontro, que reuniu especialistas, gestores públicos e representantes de instituições ligadas à gestão ambiental, a Feam destacou a necessidade de fortalecer o monitoramento e a fiscalização de barragens diante de um cenário de mudanças no regime de chuvas.
Na mesa sobre estratégias de gestão territorial, o diretor de Barragens e Recuperação de Áreas de Mineração da Feam, Roberto Junio Gomes, chamou atenção para os impactos dos eventos climáticos extremos na operação e na segurança das estruturas.
“Temos observado episódios de chuvas intensas e concentradas em curtos períodos, o que exige um nível maior de preparo das estruturas e uma atuação ainda mais vigilante por parte dos órgãos de controle”, afirmou.
Segundo ele, os dados indicam mudanças no comportamento climático, o que reforça a necessidade de adoção de medidas preventivas e de revisão constante dos parâmetros de segurança.
Rigor técnico e responsabilidade
O diretor também ressaltou que a atividade minerária pode ser compatível com a proteção dos recursos hídricos, desde que haja controle técnico rigoroso, monitoramento contínuo e responsabilização dos empreendedores.
“É possível conciliar a atividade minerária com a preservação da água, desde que haja acompanhamento permanente das estruturas e cumprimento das exigências ambientais”, destacou.
A participação da Feam no fórum reforça a importância da atuação integrada entre os órgãos do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema) e as instâncias de gestão das bacias hidrográficas.
A articulação entre licenciamento ambiental, fiscalização de barragens e gestão dos recursos hídricos é considerada estratégica para ampliar a segurança hídrica e fortalecer a capacidade de resposta do Estado frente aos desafios impostos pelas mudanças climáticas.
Ascom/Sisema
